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Reajuste do plano de saúde empresarial: por que sobe tanto e qual é a alternativa

Equipe Liebe Seguros · 3 de novembro de 2026 · 2 min de leitura

Quem tem plano de saúde pelo CNPJ conhece a carta do reajuste: todo ano, um percentual bem acima da inflação. Não é impressão. Os números da ANS mostram que os planos de empresas pequenas são os que mais sobem.

Os números de 2026

  • Planos individuais e familiares: teto de 5,11%, definido pela ANS para maio de 2026 a abril de 2027.
  • Planos coletivos com até 29 vidas (a maioria dos planos PME): reajuste médio de 13,48% nos dois primeiros meses de 2026.
  • Planos coletivos com 30 vidas ou mais: 8,71% no mesmo período.

Fontes: ANS, via Agência Brasil (maio/2026) e O Povo (maio/2026).

Por que o plano da empresa sobe mais

  • Não há teto da ANS. O limite vale só para os planos individuais. Nos coletivos, o reajuste é negociado pela operadora.
  • Grupo pequeno, risco alto. Nos contratos com até 29 vidas, a operadora junta várias empresas pequenas e aplica um reajuste único para todas. Se o grupo usa muito, todos pagam.
  • Inflação médica. Exames, tratamentos e hospitais encarecem mais rápido que a inflação geral.
  • Faixa etária. Além do reajuste anual, o valor sobe quando cada pessoa muda de faixa de idade.

Na prática, isso se acumula. De 2020 a 2025, os reajustes dos planos PME de oito operadoras e seguradoras de saúde somaram de 126% a 177%.

A alternativa: seguro saúde internacional individual

O seguro saúde internacional é contratado por pessoa física, sem depender de CNPJ ou de plano por adesão. O reajuste tem duas partes: a mudança de faixa etária e o reajuste anual da carteira da seguradora, em dólar.

Como referência, em uma das seguradoras internacionais com que trabalhamos, os reajustes de 2020 a 2025 somaram cerca de 12% em dólar. Em reais, com a alta do câmbio no período, o acumulado foi de 58%. O passado não garante o futuro, mas mostra uma dinâmica diferente.

O que pesar antes de trocar

  • Dólar: o prêmio é em dólar, e o valor em reais varia com o câmbio.
  • Pagamento anual: o seguro internacional é pago por ano, não por mês.
  • Franquia: você paga as despesas do ano até atingir a franquia que escolher.
  • Idade: o reajuste por faixa etária continua depois dos 59 anos. Para quem tem mais de 65, o plano nacional costuma sair mais barato.
  • Análise de saúde: a seguradora avalia o seu histórico antes de aceitar.

Uma regra importante: não cancele o plano atual antes de a nova apólice estar aprovada e emitida.

Para quem tem entre 30 e 55 anos e paga caro num plano empresarial premium, a troca costuma valer a análise. A economia depende da idade, da área de cobertura e da franquia. Simule com as idades da sua família e compare com o que você paga hoje.